Cúpulas do DEM e PTB podem sacramentar fusão entre os dois partidos nesta terça

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    À margem dos principais acertos políticos do Congresso, relegados à condição de partidos médios, e a cada eleição menos influentes nos estados e no cenário nacional, PTB e DEM caminham rumo à fusão. Nesta terça-feira (7), a direção petebista fará uma reunião com a bancada de deputados na Câmara, enquanto o DEM reúne a Executiva nacional para deliberar sobre o assunto e os próximos passos que deverão levar à união.

    De origens e doutrinas radicalmente opostas – os petebistas nasceram dos movimentos populares e os democratas do apoio aos governos militares – os dois partidos se apegam a números e no avanço da reforma política para justificar a fusão que está causando turbulências internas, com ameaças de desfiliação e de briga na Justiça para que ela não ocorra.

    Somados, PTB e DEM teriam no Congresso 46 deputados e oito senadores, atrás apenas de PMDB, PT e PSDB, surgindo, na teoria, como a quarta força do Legislativo. Caso a fusão seja concretizada, na Paraíba, o novo partido passará a ter dois deputados federais: Efraim Filho (DEM) e Wilson Filho (PTB).

    Esta conta não leva em considerações eventuais deserções de políticos contrários ao surgimento do novo partido. Com isso, analisam há meses dirigentes petebistas e democratas, poderiam influenciar tanto na oposição como num futuro governo não-petista. A principal linha da fusão é ser contra o PT.

    Por trás do tamanho e influência, os dois partidos estão interessados também em aumentar o fundo partidário e o tempo de TV nas eleições. A ideia da fusão está sendo negociada, no DEM, pelo presidente do partido, José Agripino Maia; pelo prefeito de Salvador, ACM Neto; e pelos deputados Rodrigo Maia (RJ) e Mendonça Filho (PE). No PTB, pelos deputados Benito Gama (BA) e Cristiane Brasil (RJ), com o aval de Roberto Jefferson, pai da parlamentar, que assumiu recentemente a presidência nacional do partido.

    Tentam implodir a fusão, dentro do DEM, o senador Ronaldo Caiado (GO) e um grupo de deputados, entre eles Onyx Lorenzoni (RS). No PTB, a oposição vem do ministro Armando Monteiro (Indústria e Comércio Exterior) e de parlamentares, entre eles, o líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO). Em Alagoas, há a maior resistência de ambos os lados à fusão. Naquele estado, o senador Fernando Collor de Mello (PTB) é o maior adversário do ex-vice-governador José Thomaz Nonô (DEM). Os dois não ficam no mesmo partido.

    As informações são de O Globo.

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