Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT promove eventos na Capital

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    Uma nova perspectiva para mulheres lésbicas e bissexuais que residem na capital. Trata-se do ciclo de palestras voltados aos profissionais de saúde de João Pessoa a fim de receber, da melhor forma, o público em pauta. A ação está sendo promovida pela Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT em parceria com o Grupo de Mulheres Maria Quitéria e a Secretaria de Mulheres. O objetivo é discutir com os profissionais de saúde de cada distrito sanitário a importância de acolher as especificidades do sexo feminino na estratégia de saúde, respeitando e compreendendo esse seguimento.

    O responsável pela Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT, Roberto Maia, explicou que o ciclo tem calendário definido, cujas oficinas serão ministradas no Distrito Sanitário I no dia (29). Distrito II (9 de julho), Distrito III (6 de julho), Distrito IV (16 de julho) e, por último, Distrito V (2 de julho). Todas as atividades acontecerão na sede de cada distrito sanitário, e abarcará todos os profissionais que atuam nas Unidades de Saúde da Família (USF) de João Pessoa.

    De acordo com Roberto Maia, existem barreiras culturais que impedem mulheres lésbicas e bissexuais de serem atendidas, de forma ampla, nas USF, cujo fenômeno não atinge, apenas, o município de João Pessoa. “Elas não são acolhidas de forma correta. Mas somos referência, no Brasil, nesse tipo de atendimento. O problema é que há certos aspectos que dificultam, por exemplo, os exames. O especulo, para uma lésbica, incomoda. Então devemos estamos buscando adquirir aparelhos menores para o segundo semestre deste ano, a fim de não causar desconforto nas mulheres que não tiveram uma relação heterossexual”, observou.

    Outro ponto abordado por Roberto Maia diz respeito às mulheres bissexuais, “cujo tabu é muito forte”, apontou o coordenador, principalmente com os parceiros do sexo oposto. “Estamos confeccionando cartilhas informativas para o público específico e, no segundo semestre, vamos doar preservativos, a fim de minimizar a contaminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre lésbicas e bissexuais, como proteção de dedos e língua”, salientou.

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