Companhia de teatro usa bonecos em espetáculo na capital

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    Foi preciso a experiência de 18 anos de carreira para que a Cia. Boca de Cena se aventurasse em Iê Malungo: quiçá a primeira montagem paraibana a utilizar a técnica da manipulação direta de bonecos não como mero recurso, mas como padrão de encenação, o espetáculo estreia em João Pessoa. As apresentações são hoje, às 19h, e amanhã, às 17h30, na Usina Cultural Energisa. A entrada é gratuita.

    “A técnica é diferente, embora cada montagem já seja sempre uma coisa nova pra gente”, afirma Arthur Leonardo, fundador da Cia. Boca de Cena e diretor do espetáculo. “Sentimos dificuldade de encontrar suporte técnico, já que poucas companhias experimentam com a manipulação direta aqui no Nordeste.”

    Além de pesquisas com a linguagem conduzidas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) por professores como Florismar Melo, o grupo recorreu à ajuda de profissionais de outros Estados para desenvolver a técnica.

    A partir de oficinas com os manipuladores Luiz André Cherubini, do Grupo Sobrevento (RJ), João Araújo, do Morpheus Teatro (SP), a Cia. Boca de Cena desenvolveu a habilidade de dar vida aos bonecos a partir do contato imediato, à vista da plateia.

    Foi uma guinada, já que até então os atores trabalhavam com bonecos de luva. “A gente fala que tentou fugir da luva mas acabou introduzindo neste espetáculo”, conta o diretor, que elegeu como narradores de Iê Malungo dois bonecos de luva que conversam na parte superior do palco, enquanto toda a ação ocorre embaixo.

    Jornal da Paraíba

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