Comitiva do Sebrae, Estado e UFPB buscam tecnologia e conhecimento na piscicultura do Paraná

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    Uma comitiva – formada pelo secretário de Estado, Sales Dantas, gestores e consultores do SEBRAE/PB, extensionistas da EMATER/PB, docente da Universidade Federal da Paraíba/Campus Bananeiras, poder público municipal de Bananeiras e Sapé e empresários do Brejo Paraibano – foram ao oeste do Paraná conhecer a cadeia produtiva da piscicultura na região.
    Símbolo de eficiência e produtividade na piscicultura nacional, a região oeste do Paraná composta por municípios circunvizinhos à Toledo/PR, cresce a impressionante taxa de 20 -30% anualmente. Em 2015 a região alcançou a produção de 150 toneladas diárias, que abastece 17 agroindústrias para a fabricação de filé de tilápia.
    A missão tecnológica organizada pelo SEBRAE da Paraíba, através do projeto AQUIParaíba (vinculado ao escritório de Guarabira), em parceria com instituições do governo da Paraíba (SEDAP e EMATER), UFPB e poder público de Bananeiras, teve por objetivo o intercâmbio técnico e cientifico à cadeia produtiva da piscicultura do oeste Paranaense.
    Foram realizadas visitas a pisciculturas de engorda, laboratórios de alevinagem, universidades, estações de pesquisa, frigoríficos, empresas que fabricam equipamentos para a atividade, dentre outras.
    Segundo o secretário da pesca e aquicultura do Estado da Paraíba, Sales Dantas, a missão “Se encaixa com politica de parecerias defendida pelo Governador Ricardo Coutinho, que vem nos motivando a enfrentar essa crise hídrica, buscando alternativas de produção sustentável, visando o melhor aproveitamento dos recursos hídricos, usando a tecnologia para aumentar nossa produção”, explica o secretário.
    A missão aconteceu entre os dias 05 e 08 de outubro, contou com a participação de 19 pessoas e a realização de 16 visitas técnicas. As visitas iniciaram pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, com a palestra ministrada pelo Dr. Aldi Feiden intitulada “Cadeia da Piscicultura no Oeste do Paraná – Histórico e Situação Atual”. Após a palestra a comitiva conheceu o Instituto de Pesquisas em Aquicultura Ambiental – InPAA, aonde tiveram contato com as pesquisas que dão suporte a cadeia produtiva e a estrutura física da estação vinculada a UNIOESTE/Engenharia de Pesca.
    Com as informações históricas e atuais da cadeia produtiva da piscicultura do oeste paranaense e com o entendimento da estrutura cientifica que dá suporte a atividade da região, a comitiva seguiu para as visitas de campo. As vistas do primeiro dia de trabalho foram: 1 – Fábrica de tanques-rede e apetrechos para piscicultura, 2 – Piscicultura de engorda com 16 hectares de lâmina de água e a produção de 1.500 toneladas/ano, 3 – Piscicultura de produção de alevinos (6 milhões de alevinos /ano e 23 espécies diferentes) e 4 – Empreendimento Sardella, com uma agroindústria com capacidade de abate de 3 toneladas/dia e engorda em 1.7 hectares de lâmina de água.
    No segundo dia de missão técnica a comitiva percorreu 500 quilômetros pela região, nos municípios de Três Barras do Paraná, Nova Prata do Iguaçu, Toledo e Marechal Cândido Rondon. A primeira visita foi a uma piscicultura de produção de tilápia em tanque-rede, no reservatório de Salto Caxias, que possui 450 tanques na água e produz mais de 250 toneladas/ano. Ainda na região de Salto Caxias, a comitiva visitou uma agroindústria com a capacidade de 8 toneladas/dia.
    Ainda no segundo dia de missão técnica, a comitiva retornou para a região de Toledo, aonde foram conhecidas mais duas agroindústrias, com capacidade de 25 toneladas/dia e 10 toneladas/dia, e uma farinheira que faz o aproveitamento do resíduo sólido da filetagem das agroindústrias da região. Por fim, a comitiva conheceu a experiência do projeto “Peixe na Merenda Escolar – Educar e Formar Novos Consumidores” com a degustação de diversos coprodutos (a base de CMS – Carne Mecanicamente Separada), como: Lasanha, almôndegas, kibe, espetinho, isca, bolo de cenoura, dentre outros.
    No ultimo dia de missão técnica a comitiva conheceu a experiência do município de Maripá, um dos maiores produtores de tilápia do Paraná, símbolo de governança e produtividade na piscicultura. No município, a EMATER/PR e a prefeitura municipal ministraram uma palestra sobre o desenvolvimento da piscicultura e organizaram a visitação em duas pisciculturas de engorda.
    Segundo Sales Dantas, “a experiência de Maripá Nos remete a uma reflexão muito forte, devemos fazer nossa parte, deixarmos de colocar a culpa em governos pelo nosso fracasso e acreditar em nossa capacidade produtiva”, enfatiza o secretário.
    Para encerrar a missão, a comitiva seguiu para o município de Palotina, aonde conheceram uma empresa pioneira na fabricação de aeradores, caixas de transporte, dentre outros equipamentos, a Trevisan Ltda.
    Segundo o engenheiro de pesca, Rui Trombeta – Consultor do SEBRAE da Paraíba, articulador da missão, os objetivos da missão foram alcançados “É do nosso conhecimento as diferenças ambientais e culturais entre as duas regiões, contudo, o contato dos empresários com a experiência da região oeste proporciona a troca de informações técnicas, além da sensibilização no quesito organização, um dos maiores entraves da cadeia produtiva do brejo da Paraíba”, explica o consultor.
    A Paraíba produziu em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, 978 toneladas de peixes, principalmente tilápia (97%). A produção não condiz com o consumo da população Paraibana e, neste contexto, o Estado consome tilápias produzidas em Estados como Ceará, Pernambuco e Bahia, permitindo que seus vizinhos usufruam desse cenário, gerando renda e emprego a sua população, além de tributos ao governo desses Estados.
    O Estado da Paraíba enfrenta uma séria crise hídrica, que assola a população de diversos municípios. Porém, a produção indicada pelo IBGE em 2013 não representa o potencial do Estado, que pode ir muito além, explorando de maneira sustentável seus grandes reservatórios e regiões como a zona da mata e o agreste do Estado.

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