Reeleição detinha gastos públicos e favorecia abuso de poder, defendem cientistas políticos

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    A Câmara dos Deputados aprovou o fim da reeleição na noite desta quarta-feira (27) e estas mudanças já começam a dividir opiniões,  pois há quem acredite que este recurso detém mais gastos públicos e que favorece o abuso de poder. O Paraíba Já conversou com dois cientistas políticos para saber como fica o panorama eleitoral sem a reeleição.

    De acordo com o cientista político Ítalo Fittipaldi, esta é uma manobra casuística, como foi há 18 anos, quando se instituiu a reeleição, que favoreceu ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com mais quatro anos de mandato. “Hoje o processo é inverso, a oposição não consegue vencer em quatro eleições seguidas e, até onde eu enxergo, eu acho que isso é um retrocesso. Com o fim da reeleição,  não haverá critério para premiar um bom gestor. Tanto faz você ser maravilhoso ou ser medíocre, que só vai passar quatro anos.”

    Para outros, era de esperar que o fim da reeleição fosse aprovada. O cientista político José Henrique Artigas de Godoy, considera um ponto positivo, pois a reeleição, embora não tenha durado tanto, representou um abuso de poder, de forma que acabou priorizando os gatos públicos em prol da reeleição dos candidatos.

    “Sou a favor do fim da reeleição, acho isso muito positivo, pois quanto maior o tempo que os representantes tenham a seu dispor,  menor é a capacidade do eleitor  de intervir na continuidade destes mandatos, os impossibilitando de fazerem suas escolhas de forma ponderada e competitiva. Isso favorece a democracia, os interesses dos partidos ficarão de lado e os da sociedade melhor ponderados”, analisou Godoy.

    Antes de votar o fim da reeleição, os deputados rejeitaram nesta quarta o financiamento exclusivamente público das campanhas e aprovaram a doação de empresas a partidos, mas não a candidatos.

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