Povo condena Cunha e quem o apoiar, cai junto com ele, diz cientista político

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    O cientista político José Henrique Artigas de Godoy, em entrevista ao Paraíba Já, na tarde desta segunda-feira (14) destacou o motivo pela pouca adesão da população nas manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em João Pessoa e em todo Brasil, que tramita na Câmara dos Deputados, após aprovação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). Artigas ainda afirma que a população mesmo não aprovando o governo, não aprova o impedimento.

    De acordo com ele, mesmo a população não aprovando o governo, não aprova a cassação. E as manifestações foram um fracasso, assim demonstrando a fragilidade da oposição contra o governo federal. “Foi um fracasso, inclusive nos principais estados, a oposição está fragilizada e a pouca adesão demonstra fragilidade no processo, demonstra não ter apoio. As pessoas não mudarão sua opinião em relação ao governo, mas demonstra que não vão apoiar a cassação. E sem apoio popular, fica difícil. O brasileiro vê como vingança essas manifestações. Agora precisamos comparar com as manifestações pró-Dilma”, disse.

    Afirmando que o PMDB diante toda a discussão enfraquece, enquanto o governo respira, Artigas justifica que a sociedade já condenou o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). “O PMDB se fragiliza, enquanto o governo respira. Cunha já foi condenado pela população e se a oposição apoiar Cunha e ele for cassado, quem estiver com ele vai junto”, destacou.

    O Artigas destaca que muitas coisas podem mudar durante o processo, e que nada ainda está definido porque os partidos são divididos. “Muita coisa pode mudar, embora o governo, que conseguiu votação de 199 parlamentares, esses votos pode mudar rapidamente. Todos os 28 partidos estão divididos e votam de acordo com opinião pública. Como a população não demonstrou interesse no tema, a base pró-impeachment fica fragilizada”, declarou.

     

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