Cida critica gestão de Cartaxo e lamenta “morte” do Orçamento Democrático de JP

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Ao lado do governador Ricardo Coutinho, a pré-candidata à Prefeitura de João Pessoa, Cida Ramos, lamentou o fim do Orçamento Democrático na capital paraibana, após ouvir as reivindicações dos quase 800 moradores e líderes comunitários da Zona Sul presentes no Fala João Pessoa. Na plenária, ocorrida na noite desta terça-feira (17) no ginásio da Associação de Moradores do Prosind, em Mangabeira, a professora destacou a importância da retomada de um modelo de gestão progressista para a cidade.

Diante das queixas da população presente, Cida Ramos defendeu coragem, determinação, respeito e planejamento como bandeiras essenciais numa gestão municipal, sobretudo quando se trata da capital do Estado. “É preciso ter transparência com a população e lutar pela equidade e justiça social. Se isto não for central, uma gestão é falha. Em 2005, quando Ricardo Coutinho esteve na prefeitura, construímos um projeto que até hoje está na memória do povo. O Orçamento Democrático, que deu voz ao cidadão, colocava o povo nas decisões da gestão. Além disso, o Trauminha e os PSFs em bom funcionamento, as praças como ambientes de lazer aos nossos jovens. Tudo isso vem sendo destruído por uma gestão que deixa a cidade pequena”, disse a professora.

O evento contou com a participação do governador Ricardo Coutinho, que após ouvir as demandas apresentadas pelos moradores, destacou o modelo pouco progressista da atual gestão municipal. “Quando prefeito, mesmo opositor ao governo estadual da época, decidi construir o Trauminha, ao passo que hoje a gestão municipal empurra a responsabilidade para o Estado. Mas eu sabia a importância dessa obra e por isso puxei a responsabilidade para minha gestão, quando o hospital funcionava com eficiência. Hoje os pacientes não são mais respeitados, relatos e vídeos na internet não faltam para exemplificar isso. A verdade é que a cidade involuiu, não há obras estruturantes. Reclamam da segurança da cidade, quando sequer conseguem trocar a lâmpada queimada de um poste. Por isso tudo escolhemos Cida Ramos como nossa pré-candidata, porque Cida Ramos é a declaração mais linda de amor por João Pessoa”.

Cida Ramos defendeu que, frente aos retrocessos da atual administração municipal, é preciso e possível um outro olhar sobre a gestão de João Pessoa. “Ricardo Coutinho nos ensina, desde 2005, que é preciso coragem para governar uma cidade. Onde estão nossas obras estruturantes? Obras como a do Terminal de Integração, do Mercado do Peixe, a Estação Ciência… Não há mais nada disso. Se tornaram tão pequenos que não perceberam o tamanho da cidade que estamos. Como pode um gestor ficar tão pequeno diante de uma população tão grande?”, questiona a professora.

Uma das vozes que defendeu a necessidade de mudanças foi a de Emanuel Hermenegildo, mais conhecido como Maninho das Mangabas, líder comunitário da Associação das Mangabeiras. Morador do bairro há 30 anos, o comerciante faz uma preocupante avaliação da atual situação do bairro. “Sinceramente, quando penso em investimentos no bairro de Mangabeira, realizados pela prefeitura, me parece que nada foi feito. Foram muitas promessas e poucas ações. Nosso mercado público está abandonado, desordenado e sujo. O Trauminha não nos atende como deveria. O Orçamento Democrático foi extinto e não conseguimos diálogo com o gestor. É como se a gente não fizesse parte dessa gestão”, disse.

Outra que reclama da falta de diálogo é a universitária Tâmera Mendes, de 18 anos. A jovem, que estuda Gestão Pública na UFPB, sempre morou em Mangabeira e traça um perfil do que deveria ser uma prefeitura eficiente. “Estamos num processo de decadência. Tínhamos o Orçamento Democrático, na prefeitura de Ricardo Coutinho, mas isso não existe mais. A maior obra anunciada nesta gestão, a da Lagoa, é cheia de problemas. As creches que o prefeito diz inaugurar são de projetos antigos, não sentimos nada novo. João Pessoa é uma capital, precisa de um olhar rígido, no sentido de projetos estruturantes e progressistas, que pensem a cidade para os próximos anos, ao mesmo tempo que seja flexível no diálogo com a população. A atual prefeitura não tem nem um nem outro”, avaliou.

O professor Gilberto Melo mora em Mangabeira há mais de 20 anos. Na sua avaliação, foram prometidas intervenções correspondentes ao tamanho do bairro, compromisso na prática nunca concretizado. “A zonal sul é rica em comércio e população, Mangabeira é o bairro mais populoso da cidade, mas não vejo reformas e obras à altura por aqui. Não temos pavimentação nas ruas. O prefeito prometeu organizar o trânsito da Josefa Taveira e até agora nada; o Trauminha está abandonado, quem vive aqui sabe o que sofre ali dentro para ser atendido. Nos prometeram muito, mas pouco foi feito”, destacou.

Nascida em Sapé, filha de pai caminhoneiro e mãe costureira, Cida Ramos conta que desde muito cedo precisou de coragem e determinação para conquistar seus objetivos. “Ao contrário do que muitos diziam, tive coragem e determinação para me mudar para João Pessoa. Aqui me formei em Serviço Social, fiz mestrado, doutorado e, por concurso público, me tornei professora da UFPB. Me constituí como ser político: fui presidente de DCE, chefe de Departamento, coordenadora de pós-graduação, presidente do Sindicato dos Docentes da UFPB e secretária de Estado. Posso falar que coragem não me falta e não há obstáculo que me impeça de querer o melhor para a população de João Pessoa”.

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