Celulares top de linha reacendem disputa entre baterias removíveis e fixas

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Os Galaxy S7 e o S7 Edge, novos celulares top de linha da Samsung,começam a ser vendidos no Brasil em abril e trazem em sua construção baterias integradas. Em fevereiro, a LG apresentou no Mobile World Congress, em Barcelona, um modelo que contraria essa tendência: o G5, com bateria modular removível. São duas das maiores fabricantes de smartphones do mundo reavivando em 2016 a disputa entre baterias fixas e removíveis.

Mas, afinal, quais são as vantagens e as desvantagens de cada tipo de bateria?

As células de energia internas podem ser espalhadas pelo aparelho, permitindo a liberdade de design, o uso de materiais diferentes e a produção de dispositivos com pouca espessura com hardware robusto. Já com a característica rígida da bateria móvel, as possibilidades de criação diminuem.

Manutenção e custo baixo estão entre os benefícios da bateria removível. A facilidade de ter mais de uma bateria e trocá-la quando necessário sem a ajuda de assistência técnica especializada são pontos favoráveis aos consumidores.

O “exu” do travamento

Alguns travamentos parecem obra do sobrenatural. Nesses casos, a remoção da bateria é eficiente. O procedimento é usado como último recurso, mas baterias fixas impedem esse artifício.

“De forma instintiva, essa é a primeira reação do usuário ao travamento do celular”, conta Sousa Barros, “mas todos os equipamentos que possuem baterias fixas possuem um sistema de reinicialização forçada para esses casos de emergência, não havendo necessidade de remover a bateria”.

O botão, ou a combinação de botões, varia de acordo com o modelo e o fabricante. Você sabe qual funciona em seu smartphone? “É importante para o consumidor conhecer esse procedimento ao adquirir um celular com essa característica”.

Se isso acontecer alguma vez, reveja o uso de seu smartphone, atualize o seu sistema operacional, exclua itens inúteis e use um bom limpador de memória. Se nada disso der certo, ainda poderá restaurar as configurações de fábrica ou procurar uma assistência técnica de confiança.

“De qualquer forma, com a evolução das tecnologias de hardware e software que temos hoje, esse procedimento é cada vez menos comum”, diz o professor.

O mundo lá fora

As baterias removíveis acumulam mais sujeira e estão sujeitas à quebra, por exemplo, em uma queda. No caso da fixa, como não há abertura para a bateria, a influência de elementos externos que prejudicam o funcionamento do aparelho é reduzida.

“Isso é uma verdade”, diz Sousa Barros. “Com maior flexibilidade no projeto, os fabricantes podem melhorar inclusive o sistema de vedação do aparelho, protegendo-o assim contra ‘elementos indesejáveis’ em seus componentes vitais”.

Calor

Algumas vezes a bateria esquenta bastante. O calor pode prejudicar componentes de seu celular. Reza a lenda que o calor excessivo na bateria fixa pode ser um  grande problema, pois nem sempre interromper o uso do dispositivo garante que a bateria irá desaquecer.

“Todas as baterias, em virtude de sua composição química, podem sofrer um ‘inchaço’ por diversos motivos, entre eles o armazenamento inadequado, excesso de calor e falhas no processo de fabricação. Então o fato de a bateria ser fixa não a torna mais vulnerável a esse problema”.

Perdeu, playboy

Se seu celular for roubado ou furtado, a bateria será removida para que o aparelho não seja rastreado. Aplicativos antirroubo, como o Cerberus, não funcionam sem fonte de energia. No quesito segurança, baterias internas dão mais trabalho aos meliantes, mas os aparelhos com essa tecnologia são mais rentáveis.

“Não acredito que esse seja o motivo para que alguém com más intenções desista do seu objetivo”, conta Sousa Barros. “A maioria dos aparelhos top de linha, consequentemente os mais visados para roubos e furtos, possuem baterias não removíveis, mas mesmo assim estão sempre na mira de ladrões”.

A conspiração capitalista

A vida das baterias é medida em ciclos de recarga. Elas perdem eficiência ao longo do tempo. Quanto maior o uso, mais rápido é o desgaste. Teorias conspiratórias afirmam que a duração das baterias internas são menores, forçando o usuário a comprar outro aparelho em pouco tempo. “Smartphones com baterias fixas são criações descartáveis do capitalismo”, vociferam os defensores da bateria removível. Mas qual produto de hoje não é?

A tecnologia dos aparelhos fica obsoleta com muita rapidez e novos dispositivos surgem a todo momento. Normalmente, as pessoas trocam o smartphone antes de se darem conta de que a bateria já está em meia-vida.

“Outro fato interessante é que mesmo com essa possibilidade, a grande maioria dos usuários não faz a troca da bateria”, diz Sousa Barros. “Além disso, hoje os ‘power banks’ (baterias auxiliares) estão mais acessíveis ao consumidor”.

A capacidade da bateria, seja ela fixa ou removível, é indicada por miliampère-hora (mAh), que sugere o tempo que o aparelho pode ser usado antes de uma recarga. Escolha uma que seja adequada ao seu perfil.

Poucos prestam atenção nas baterias na hora da compra. Câmera, velocidade e capacidade de armazenamento geralmente são as vedetes dos aparelhos. No entanto, assim como nos notebooks, a bateria é um elemento fundamental para o bom funcionamento do smartphone. As informações são do portal Uol.

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