Caso Porsche: Suspeito de matar agente fica ‘mudo’ em interrogatório à polícia

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O estudante Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, 24 anos, suspeito de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento, 34 anos, preferiu silenciar durante interrogatório realizado na manhã desta terça-feira (24), na Central de Polícia Civil, em João Pessoa.

De acordo com delegado, Rodolpho Carlos ficou calado durante o interrogatório e não comentou sobre o fato que resultou na morte do agente de trânsito. Na saída do depoimento, por volta das 11h, um grupo de pessoas tentou agredir o suspeito e foi contido por policiais civis. “O veículo usado para o transporte de Rodolfo foi atingido por chutes e socos”, disse ao Paraíba Já um policial que participou da escolta do acusado.

O delegado Marcos Paulo, superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa, disse ao Paraíba Já que Rodolpho Carlos deve responder criminalmente por homicídio doloso qualificado pelo atropelamento e morte do agente do Detran-PB.

O estudante chegou a ter a prisão temporária decretada ainda no sábado (21) pela juíza plantonista Andrea Arcoverdes, mas ela foi revogada horas depois, por volta das 3h na madrugada de domingo (22), pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho. Segundo ele, a prisão era “desnecessária, porque ele é réu primário e tem bons antecedentes criminais”. O habeas corpus foi concedido antes do rapaz ter sido preso.

Entenda o caso

Dirigindo um Porsche de cor branca, Rodolpho Carlos não obedeceu à ordem de parada de um agente de trânsito, furou a blitz e atropelou o agente Diogo Nascimento de Souza. O fato ocorreu na madrugada do último sábado, no bairro Bessa, local considerado nobre da zona leste da cidade de João Pessoa. A vítima foi socorrida em estado grave e encaminhado ao Hospital de Trauma, mas não resistiu aos ferimentos.

Rodolpho não parou o veículo nem mesmo para prestar socorro. No entanto, com o impacto do atropelamento, uma das placas do carro caiu e a polícia conseguiu identificar o dono. O Porsche está em nome de Ricardo de Oliveira Carlos da Silva. No entanto, de acordo com informações da polícia local, Rodolpho foi identificado como condutor por meio de denúncia anônima.

A família de Rodolpho Carlos é dona de empresas de comunicação na Paraíba, como a TV Cabo Branco afiliada da rede Globo, e também é proprietária do Grupo São Braz, um dos maiores produtores de café torrado do país. O suspeito é neto do ex-senador e ex-vice-governador José Carlos da Silva Junior.

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