Cartaxo minimiza Operação Irerês e diz que PMJP não é alvo da PF; ouça

Documentos mostram, no entanto, que a Polícia Federal pediu o afastamento de Cássio Andrade

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Cartaxo minimiza Operação Irerês e diz que PMJP não é alvo da PF; ouçaO prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), disse nesta segunda-feira (19), durante entrevista concedida à Rádio Correio FM, que sua gestão não está sendo alvo dos inquéritos instaurados pelo MPF (Ministério Público Federal) e pela PF (Polícia Federal ) para investigar as denúncias feitas pela CGU (Controladoria Geral da União , apontando o desvio de quase R$ 10 milhões das obras de requalificação e reforma do Parque da Lagoa.

Como parte do inquérito criminal da Polícia Federal, no último dia 2, foi deflagrada a Operação Irerês. Na ocasião, foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão, sendo um na sede da Compecc, empresa contratada pela Prefeitura da Municipal de João Pessoa (PMJP), para executar a obra investigada, e o outro na residência do dono da empreiteira, no bairro de Manaíra.

Horas após o início da Operação Irerês, a PMJP divulgou uma nota afirmando que a ação da Polícia Federal não havia atingido a prefeitura. Nesta segunda, na entrevista à Rádio Correio, o próprio prefeito reforçou o argumento.

“A prefeitura tem total interesse na definição disso tudo porque a nossa marca, é a marca da transparência, essa é uma questão fundamental. Desde 2005 (?) que a prefeitura vem informando, através de requerimentos, todas as informações necessárias para se aprofundar em relação a transparência disso tudo”, disse Cartaxo.

“Isso para a gente é fundamental, e nós estamos fazendo isso como parceiro desse processo. Tanto é que a última operação (da Polícia Federal) não houve nenhuma operação envolvendo a prefeitura, envolvendo secretário, nenhum servidor de nenhuma secretaria da Prefeitura de João Pessoa. A Lagoa é um patrimônio da cidade de João Pessoa, a cidade esperou 100 anos por uma intervenção definitiva como foi feita agora”, completou o prefeito.

Quebra de sigilo

Na última sexta-feira (16), os inquéritos civil e criminal do Ministério Público Federal e Polícia Federal tiveram o sigilo quebrado, através de decisão da juíza da 16ª Vara Federal, Cristiane Mendonça Lage.

Em seu despacho, assinado no dia 9 de junho, a magistrada recomendou o levantamento do sigilo dos inquéritos que tramitam na PF e no MPF, justificando que antes, as investigações estavam em segredo de Justiça apenas para garantir os mandados de busca e apreensão realizados na primeira fase da Operação Irerês.

Afastamento de Cássio

Nesta segunda, o Paraíba Já divulgou, com exclusividade, cópias de documentos mostrando que a Polícia Federal pediu a suspensão da função pública do secretário de Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, um dos investigados por suspeita de superfaturamento na obra da Lagoa. O MPF deu parecer favorável ao pedido da PF.

Os documentos mostram que, no pedido realizado no dia 31 de maio de 2017, o MPF ressaltou que a permanência de Cássio Andrade na gestão de Cartaxo poderia interferir diretamente nas investigações, seja destruindo provas ou intimidando demais servidores subalternos.

O pedido feito PF com o endosso do MPF, no entanto, foi negado pela Justiça Federal pouco antes da Operação Irerês, assim como um mandado de busca e apreensão de computadores e documentos na Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de João Pessoa.

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