Cabeleireiro de Hickmann se defende após gravar áudio em atentado

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Contratado para cuidar do visual de Ana Hickmann em Belo Horizonte, no sábado, 21, o cabeleireiro Júlio Figueiredo diz que tem sido criticado nas redes sociais depois que divulgou um áudio com a discussão entre a apresentadora e o agressor que invadiu o quarto do hotel Caesar Business onde ela estava hospedada. Hickmann foi atacada por Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos. Ele entrou em luta corporal com o cunhado da apresentadora, Gustavo Correa, e acabou baleado e morto – o corpo foi enterrado nesta segunda, 23, em sua cidade natal, Juiz de Fora (MG). A cunhada e assessora de Ana, Giovana Oliveira, também foi baleada e segue internada após passar por cirgurgia.

Figueiredo conta que estava logo atrás de Gustavo, Giovana e Rodrigo no corredor do hotel e que quando o trio entrou no quarto da apresentadora, logo fechou a porta e ele ficou do lado de fora, sem explicação. “Nunca tinha trabalhado com a Ana, dali só sabia quem era a Giovana, que foi quem me contratou. Comecei a tocar a campainha, mas eles não abriam a porta”, lembra o cabeleireiro.

“Estou ainda pior agora, depois que passou. Estou sentindo muita pressão e ouvindo muita gente falando bobagem, dizendo que sou aproveitador, que em vez de chamar ajuda estava gravando. Só gravei porque achei que era uma confusão normal, depois que vi que estava ficando sério. Nunca quis extorquir a Ana, fiz de brincadeira, de zoeira. Quando vi que estava ficando pior, chamei a segurança. O hotel que não mostrou isso até agora. Bati na porta do quarto, fiz tudo que pude”, explicou Júlio.

“Fui à recepção chamar os seguranças e disse que tinha um cara armado ameaçando a Ana. Se não chegou ninguém para ajudar, não foi culpa. Ninguém foi até lá, eu estava desesperado no corredor. Depois de um tempo chegou um rapaz da manutenção e eu disse que estava preocupado e que a discussão estava acontecendo há bastante tempo. Só então veio alguém da segurança. Mas ele ouviu um pouco e saiu correndo, não voltou mais. Parecia que estava procurando mais alguém para ajudá-lo. Mas ninguém entrou no quarto, minha raiva é essa, e as pessoas que estão me criticando não sabem das coisas”.

Segundo Figueiredo, do momento que ele chamou a segurança até ouvir os disparos que atingiram Giovana, passaram-se cerca de dez minutos. “Foi muito tempo para quem está sendo ameaçado, uma eternidade”, afirma. “Quem abriu a porta do quarto foi a Ana. Ela saiu gritando muito, pedia socorro, chorava demais. A Giovana saiu junto e acabou caindo na porta do quarto, porque estava ferida. Chamei a Ana para a porta que dava para a escada de emergência e um rapaz do hotel a conduziu. E então eu arrastei a Giovana para o elevador. Foi aí que ouvi os outros disparos, porque Gustavo e Rodrigo ainda estavam brigando lá dentro. Coloquei a Giovana no elevador de serviço e a fiquei abanando. Depois fui desesperado atrás de um táxi e então a levei para o hospital”.

‘Ana me agradecia o tempo todo’
No hospital, a polícia foi acionada. “Lá mesmo expliquei aos policiais que os dois estavam ainda no hotel e que havia um rapaz armado, então eles me mandaram voltar para o local. Quando cheguei, o Rodrigo já tinha morrido. Depois entrei no quarto para conversar com a Ana e ela só me agradecia o tempo todo, por eu a ter ajudado e também socorrido a Giovana. Ajudei a salvar a vida delas”, diz ele, chorando bastante, por telefone.

Tendência é de arquivamento
O delegado Flávio Grossi, do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil (DIHPP), conversou com o EGO nesta segunda-feira, 23, e contou que dará início à investigação do atentado à apresentadora Ana Hickmann. “Agora vamos começar os trabalhos mais diretos de investigação e até o fim da tarde teremos uma atualização”, explicou.

De acordo com o delegado, Giovana Oliveira, ferida durante o atentado, foi ouvida informalmente no hospital neste domingo. “Estamos esperando ela melhorar para poder dar um depoimento formal. Ela foi entrevistada pelos meus investigadores, mas o depoimento será preferencialmente quando ela tiver alta”.

Grossi esclareceu que dentro de 30 dias irá apresentar os autos ao promotor, mas que acredita que o caso será encerrado. “Vai caber ao promotor, mas acredito que como tudo indica que vai ser reconhecida a legítima defesa, é muito provável que o processo não prossiga. A tendência é de arquivamento”.

Polícia trabalha com hipótese de crime premeditado
No domingo,  Grossi já havia dado alguns esclarecimentos sobre o caso. Segundo ele, a polícia trabalha com hipótese de crime premeditado. Após a polícia coletar os depoimentos de Ana, de seu cunhado Gustavo Correa – autor dos disparos que mataram o suspeito, Rodrigo Augusto de Pádua -, as investigações já serão iniciadas através de buscas telefônicas, vídeos de camêras do hotel, informações do laudo do corpo transmitidas pelo o IML e depoimentos dos familiares de Rodrigo de Pádua.

Caso é encarado como legítima defesa
Apesar de Gustavo Correa ter sido autuado em flagrante, o delegado entendeu que a ação foi em legítima defesa, o que deixaria o caso praticamente esclarecido. Ele está liberado para voltar para São Paulo, onde poderá ser novamente ouvido por precatória. “O Gustavo foi autuado em flagrante no local, mas diante dos depoimentos, ficou eminente que a ação dele contra o infrator foi em legítima defesa, e relaxei a sua situação no caso”, explicou Grossi.

‘Tinha certeza de que ia morrer’
Ana Hickmann deu sua primeira entrevista à TV neste domingo, 22, após o atentado. Muito emocionada, a apresentadora relembrou os momentos de terror. “É dificil de acreditar que aquela imagem, a cena, as palavras, os tiros, que tudo aquilo aconteceu. Parece cena de filme. Na hora em que ele entrou, a primeira coisa que passou na minha cabeça foi, ‘é um assalto, um arrastão’. Só que ele veio para cima de mim e começou a me ofender e a me humilhar. Por uma graça de Deus, meu marido e meu filho não estavam presentes”, disse ela em entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da Record.

“Ele ficou o tempo todo com a arma apontada para mim. O tempo todo falando que eu não prestava, que era uma mentirosa. Já passei por outras situações complicadas antes, tentativa de assalto, mas, dessa vez, pela primeira vez na vida, eu tive medo e tinha a certeza de que ia morrer”, desabafou ela.

Fã tinha perfil dedicado a Ana Hickmann
Nas redes sociais, Rodrigo tinha um perfil dedicado a Ana Hickmann onde escrevia declarações de amor e falava sobre não ser correspondido por ela. “Ana Hickmann, meu amor, eu estou muito triste porque você gostar de me ver assim e ainda brinca com isso? Eu quero seu carinho, seu amor, não quero ser magoado! Eu te dou tanto amor, sou tão bom pra você e os meus dias estão desse jeito. Não estou dormindo direito, meus dias estão uma merda e a minha saúde indo pra casa do. Obrigado mesmo”, escreveu ele em um dos posts.

Ele também usava o Twitter para tentar se aproximar de Ana. Rodrigo tinha pelo menos três contas na rede social onde falava apenas sobre a apresentadora. “Há mais de um ano que é você e só você. Eu penso, sonho e suspiro somente por você, meu amor! Meu amor! Meu amor! Meu amor”, escreveu ele em dezembro de 2015.

Mãe de suspeito disse não reconhecer comportamento do filho
Wanda Simões de Pádua, mãe de Rodrigo Augusto Pádua – apontado como responsável pelo atentado à apresentadora Ana Hickmann na noite de sábado, 21 -, conversou com a imprensa logo após o enterro do filho nesta segunda, 23, em Juiz de Fora, Minas Gerais, e afirmou não reconhecer o comportamento de Rodrigo: “Meu filho era o melhor filho do mundo. Só eu conhecia meu filho. Não era ele quem fez isso. Era outra pessoa, entendeu? Porque o inimigo é terível, ele ataca mesmo as pessoas 24 horas por dia”.

As informações são do Ego.

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