Briga no PMDB: Milanez anuncia desfiliação e sigla diz que ele nunca foi partidário

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    O vereador Fernando Milanez anunciou o desligamento do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), durante entrevista ao Paraíba Já, na manhã desta quarta (23), deixando um clima de instabilidade dentro do partido. Milanez ainda ressalta que seu filho será o seu sucessor dele na Câmara de João Pessoa (CMJP), já que não será mais candidato.

    “Fui indagado se seria candidato no próximo ano, eu disse que não. Meu filho que será candidato e está sem partido, ele não é do PSD é auxiliar da gestão Cartaxo, assim vamos conversar com ele. É a lei de sobrevivência, ele precisa encontrar uma legenda que não seja lá em cima”, destacou.

    O presidente da juventude peemedebista, Dihêgo Amaranto assegura – por meio de nota enviada a redação – que nem Milanez nem seu filho nunca fizeram parte do partido, e ainda afirma que a melhor opção é o desligamento.

    “Milanez nunca foi PMDB, veio pro partido por conveniência, colocou o filho no PT, atrás de emprego e agora pulou para o PSDB para não perder as boquinhas. Sempre o convidamos para os eventos dos partidos, e ele além de nunca ir, vai para as mídia nos criticar. Em 2014 traiu o PMDB votando em Lucélio Cartaxo mesmo com o PMDB tendo o candidato a senador Maranhão. O melhor que ele tem de fazer é sair de fato do PMDB, ele não nos representa”, declarou.

    De acordo com Milanez, o PMDB possui um dono e ele não aceita imposições. O parlamentar ainda evidencia que não precisa votar em candidato do partido em que estiver filiado e ainda rebate as informações do Dihêgo, negando que está a procura de cargos.

    “O dono do PMDB é Maranhão – senador José Maranhão – todos sabem disso, o partido faz o que ele quer e decide e isso faz muito tempo. Maranhão é da geração do ‘eu quero, eu mando, eu posso’. Eu admiro Maranhão mas ele é da política do jeito antigo. Tenho até março para decidir em qual partido. Estou conversando com vários companheiros, inclusive de Brasília. Eu posso estar em um partido e votar em quem eu quiser, se o candidato do meu partido não for o meu perfil e achar que não será bom para João Pessoa, não sou obrigado a votar nele. Não ficarei constrangido por isso. Onde existe fidelidade hoje? O que vemos é um troca-troca e eu nunca fui troca-troca. Eu particularmente falando, não peço cargos. Política não se faz com fisiologismo, eu saio da forma que entrei”, disse.

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