Belo empata e acaba com chances de classificação no Nordestão

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    O Ceará esteve muito perto de sair de João Pessoa com um grande resultado na Copa do Nordeste. O Vozão vencia o Botafogo-PB até os 42 minutos do segundo tempo quando cedeu o empate ao time paraibano e perdeu a chance de chegar à liderança do Grupo D da competição regional, ao lado do rival Fortaleza. O placar de 1 a 1 acabou não sendo bom também para o Belo, que deu adeus à qualquer possibilidade de avançar para a segunda fase.

    Com o resultado, o Ceará chegou aos 6 pontos, dois a menos que o Fortaleza. O River, com 5 pontos, corre por fora. Já o Botafogo-PB, que faz uma campanha muito abaixo da expectativa, somou o seu primeiro pontinho no Nordestão, depois de três derrotas seguidas.

    As duas equipes agora voltam suas atenções para os Estaduais. O Botafogo-PB joga no domingo contra o Sousa, mais uma vez no Almeidão. Já o Ceará faz o Clássico-Rei contra o Fortaleza, no sábado.

    Primeiro tempo sem emoção

    Na tentativa de surpreender o adversário, o técnico botafoguense Marcelo Vilar resolveu congestionar o meio-campo. Escalou três volantes e dois meias, deixando apenas Rafael Oliveira no ataque. O esquema 4-5-1, que ainda não emplacou na temporada,  tinha uma nova chance de dar certo.

    Já o Ceará parece ter estudado direitinho o Belo. Sabia que quanto mais o tempo passasse, mais chances tinha de sair de João Pessoa com um bom resultado. A tática era jogar com o nervosismo do adversário.

    O fato é que o primeiro tempo foi horrível. Nem parecia que as duas equipes precisavam da vitória, mesmo que por objetivos diferentes. De concreto, apenas uma chance de gol. Aos 34, depois de boa tabela com Toty, Rafael Oliveira chutou para boa defesa de Luís Carlos.

    E só. Fora isso, as duas equipes abusaram das faltas e de passes errados. O placar de 0 a 0 acabou refletindo a falta de coragem das duas equipes.

    Gols e empate que não foi bom para ninguém

    Se a ideia do Ceará era enervar o time do Botafogo no primeiro tempo, a fórmula deu certo. Até porque, no desespero, Marcelo Vilar resolveu abrir de vez o time no intervalo. Voltou para a segunda etapa com Túlio Souza e Potita nos lugares de Doda e Bismarck.

    Aí veio a armadilha preparada pelo Vozão. Logo na primeira chance de encaixar um contra-ataque, saiu o gol. Depois de grande jogada de Marinho, que passou como quis por Mauro, a bola sobrou para Magno Alves. E o artilheiro não perdeu, mandando para as redes de Genivaldo, aos 12 minutos.

    O Belo sentiu o baque. Nem mesmo a entrada de Danillo Galvão, que fez a sua estreia, mudou o panorama da partida. Do outro lado, o técnico Silas Batista ainda se deu ao luxo de poupar Magno Alves para o clássico contra o Fortaleza, esse pelo Cearense. E teve a chance de matar a partida depois que Marinho acertou a trave aos 29 minutos.

    O problema é que futebol costuma ser implacável nessas situações. E aos 41 minutos, numa jogada despretensiosa, Túlio Souza chutou em direção ao gol e a bola pegou na mão do zagueiro Gilvan. Pênalti marcado. E gol de Rafael Oliveira, numa cobrança forte, no meio do gol de Luís Carlos.

    Os minutos finais foram do Botafogo. Desorganizado, no entanto. Na base da pressão e do grito da torcida, o time paraibano tentou mudar a sua sorte na Copa do Nordeste. Não conseguiu. O Ceará, por sua vez, sai de João Pessoa com a certeza de que os dois pontos deixados pelo caminho podem fazer falta lá na frente.

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