Boa fase da economia traz milhares de paraibanos de volta para casa

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    O crescimento da economia da Paraíba nos últimos anos, com geração de mais empregos, tem aumentado o número de trabalhadores paraibanos que voltam do Sudeste em busca de uma nova oportunidade em sua terra. Estudo do doutor em Economia e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Hilton Martins, aponta que de cada 100 imigrantes na Paraíba, 41 são de retorno, paraibanos que foram morar em outros Estados e que retornaram à terra natal.

    Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que de janeiro a setembro de 2014 o Estado apresentou alta de 18,35% frente aos nove meses de 2013. Em números absolutos, o saldo de empregos no acumulado do ano somou 10.890 novas vagas, contra 9.201 no mesmo período do ano passado, uma diferença de 1.689 postos.  A Paraíba registrou o segundo maior crescimento de vagas entre os nove Estados do Nordeste no acumulado deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado, puxado pelos empregos gerados nos setores de serviços, construção civil e comércio.

    A pesquisa do professor é com base no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A reportagem de A União, assinada por Edilane Ferreira, está publicada na edição deste domingo (7). No ano de 2010 a Paraíba recebeu 96.132 imigrantes e desse total 39.222 foram pessoas que voltaram para casa.

    Os estudos do professor Hilton Martins revelam ainda de onde esses 39 mil paraibanos retornaram. De São Paulo vieram 33%, outros 26% estavam no Estado do Rio de Janeiro, 13% em Pernambuco e 7% no Rio Grande do Norte.

    Na opinião de um integrante do Conselho Regional de Economia da Paraíba (Corecon/PB), Celso Pinto Mangueira, as pessoas retornam para seu Estado por estarem desempregada ou então pela qualidade de vida que é inferior. Em São Paulo, por exemplo, um trabalhador leva em média 2h30 de idas e de voltas para trabalhar.

    No Nordeste, o crescimento da Paraíba ficou na segunda posição, atrás apenas do Rio Grande do Norte (25,93%). Já a Região Nordeste acumula queda de 10,91% no ano (de 121.011 para 101.806 vagas). Outros Estados expressivos da Região amargam também forte recuo na geração de vagas, como é o caso dos Estados da Bahia (-18,36%) e do Maranhão (-5,72%).

    Acumulado de 45 meses – No acumulado de janeiro de 2011 a setembro de 2014, a Paraíba já gerou um saldo de 90.628 empregos no Estado com carteira assinada, segundo dados consolidados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Caged.

     

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