Baião da Jamaica: toda a positividade do ragga em ‘Unir Versos’, novo álbum do Atômico MC

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    Lançando o primeiro EP da carreira, o músico Mc Atômico se prepara para galgar novos através do seu trabalho musical. Unir Versos, título do álbum, reúne o resultado de mais de 7 anos de atividade promovendo a cultura do ragga e do Dance Howl, variantes da cultura Hip Hop que vem ganhando destaque no circuito local.

    “Já venho há mais de 7 anos massificando essa cultura, que tem uma levada num um ritmo que se assemelha muito com o forró e com o baião, mas com uma linguagem meio underground, meio rap.  É uma coisa world music mesmo. Tem muita coisa reggae também, porque o dance howl e o raga são uma espécie de reaggae eletrônico”, explica ele.

    Com um nome que é trocadilho poético, Unir Versos traz uma proposta musical arejada, que busca atingir uma vibração positiva e envolvente através do ritmo e da cadência do Raga e do Dance Howl, fazendo com que o público seja envolvido e entre nessa sintonia. “Unir Versos trata de positividade, de estar bem independente de qualquer coisa. É como se fosse agregar vários sentimentos, várias coisas positivas”, destaca Mc Atômico

    “Se não transmitirmos isso a violência vai cada vez dominar a situação.  É uma forma de mostrar que existe solução para asas coisas que nem tudo está perdido”, reforçou o artista falando do caráter transformador e instigante da música e do que motiva a sua produção musical.

    Além da canção Unir Versos, que dá nome ao título, o álbum conta com os singles Verdadeiro Rasta e Espera Aí. O EP tem mais 7 músicas, totalizando 10 faixas inéditas. A mistura de ritmos, que inclui elementos da música regional, dá o tom do disco, que revela uma sonoridade híbrida e intrinsecamente ligada aos elementos culturais do território e dos símbolos que ele enseja.

    Ainda lançando seu primeiro disco, Mc Atômico revela já estar cuidando da produção de um novo álbum. “Estou fazendo um outro EP que deve ser lançando em setembro, que é o Raga das Moléculas, que tem uma conotação mais feminina, mais dançante, menos dance howl, uma levada mais jamaicana”. Sobre a mistura de ritmos presente em seu trabalho, ele é espirituoso. “Digo sempre meu estilo de som é o baião da Jamaica”, afirma com bom humor.

    Com Sandro Alves de França, da revista Hiperativo Cultural

     

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