Artistas divulgam nota de repúdio e pedem exoneração de Maurício Burity, da Funjope

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    Artistas que integram o movimento SOS Cultura JP divulgaram na noite deste domingo nota de repúdio ao presidente da Fundação Cultual de João Pessoa (Funjope) Maurício Burity. Na última sexta-feira (10), Maurício havia contestado o protesto do movimento, afirmando que não os considerava artistas, mas produtores culturais que queriam politizar a cultura de João Pessoa, em entrevista ao Paraíba Já.

    Em resposta, o movimento alega que há dois anos que tenta dialogar com Maurício, mas que este “fechou todos os canais de diálogos”. Eles ainda ressaltam que “o Sistema e o Plano Municipal de Cultura estagnaram; o Fundo Municipal de Cultura foi lançado em 2013 e ainda não foi pago; o Edital Walfredo Rodrigues de 2012 ainda não foi pago; entre outras irregularidades constatadas e desmonte das políticas setoriais”.

    Além disso, o movimento pede a exoneração de Maurício Burity.

    Uma assembleia geral está marcada nesta terça-feira (14), às 17h30, no CCTA/UFPB.

    SAIBA MAIS:

    Leia na íntegra:

    “Nós, artistas e produtores culturais da cidade de João Pessoa, diante da resposta do Diretor Executivo da FUNJOPE, Maurício Burity, ao ato da campanha #SOSCulturaJP, realizado no último dia 1º de abril, vimos a público esclarecer o contexto da manifestação e da gestão cultural do município.
    – Desde 2013 o presidente da Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, Maurício Burity, fechou todos os canais de diálogo com o Movimento Cultural da cidade. Em 4 de Julho de 2013, durante um ato público realizado pelo Movimento Cultural da cidade, o gestor fechou as portas e se recusou a receber os fóruns de cultura, conselheiros, artistas, produtores e ativistas culturais. Em dezembro do mesmo ano, foi fechado o Conselho Municipal de Políticas Culturais, instância de participação social e que deve ser um dos principais componentes do Sistema Municipal de Cultura;
    – Além da truculência com a qual tem tratado o Movimento Cultural, políticas importantes que estavam sendo implementadas foram completamente paradas: o Sistema e o Plano Municipal de Cultura estagnaram; o Fundo Municipal de Cultura foi lançado em 2013 e ainda não foi pago; o Edital Walfredo Rodrigues de 2012 ainda foi pago; entre outras irregularidades constatadas e desmonte das políticas setoriais;
    – No último dia 1° de Abril, o Movimento Cultural da cidade realizou um ato público, reivindicando imediatas providências por parte da Prefeitura Municipal de João Pessoa, tendo em vista que a gestão a frente da Funjope interrompeu completamente os canais de diálogo e se recusa a receber o Movimento Cultural e retomar o Conselho Municipal de Políticas Culturais, estando sem sintonia com as políticas em nível federal e menos ainda com a classe artística local;
    – No ato realizado, o Movimento Cultural foi recebido pelo Secretário de Articulação Política, Adalberto Fugêncio, que recebeu a carta elaborada pelo Movimento Cultural  e comprometeu-se a realizar uma segunda reunião no dia 16 de abril, na próxima semana. Na ocasião, o Secretário estabeleceu uma mesa de negociação direta com o Movimento. Ficou acordado que até a segunda reunião os ativistas se comprometeriam em aguardar as respostas oficiais a serem trazidas pelo Secretário, estabelecendo assim um acordo para a melhor condução das negociações, de maneira respeitoso entre ambas as partes;
    – A carta entregue pode ser lida em http://migre.me/pqPHr. Dentre as pautas, estão a retomada da implementação do Sistema Municipal de Cultura; a volta do Conselho Municipal de Políticas Culturais; a elaboração e a aprovação do Plano Municipal de Cultura; o cumprimento da Lei do Fundo Municipal de Cultura e o pagamento dos 83 projetos aprovados; o término do pagamento dos 13 projetos audiovisuais aprovados no Edital Walfredo Rodriguez de 2012; e uma condução séria do processo de implementação das políticas públicas de cultura do município;
    – No dia 10 de abril, o Presidente da Funjope, Maurício Burity, deu as seguintes declarações para o portal Paraíba JÁ, sobre a classe artística e os produtores culturais organizados: “Eu não os considero artistas e nós já sabemos quem são. Eles são produtores culturais, não são escritores, não são músicos, não são pessoas que estão diretamente ligadas à cultura da cidade. São sempre os mesmos agentes. Considero isso uma coisa mais política do que cultural. Inclusive sempre tivemos portas abertas para o diálogo” (Fonte: ParaíbaJÁ, 10/4);
    – Com esta resposta, o senhor Maurício Burity torna clara uma visão altamente elitista e anti-republicana, que tenta deslegitimar o Movimento Cultural organizado e a sociedade civil. Ao tentar confundir a opinião pública, o Presidente da Funjope optou pela forma mais infeliz, questionando a dignidade e a história de cada um dos artistas e produtores que participaram do ato. Sua fala representa um verdadeiro retrocesso e está completamente deslocada do que vem sendo construído em termos de políticas públicas de cultura em âmbito federal, onde cada vez mais a participação da sociedade é empoderada e legitimada;
    – Com isso, a campanha #SOSCulturaJP – A cultura pede socorro!, composta pelos fóruns de cultura da cidade, pelos conselheiros da sociedade civil, artistas, grupos, produtores, agentes culturais, organizações não-governamentais da sociedade civil,  vem a público repudiar completamente as declarações do Presidente da Fundação Cultural de João Pessoa, Maurício Burity, e reivindica ao Prefeito Luciano Cartaxo a sua imediata retirada da direção da Funjope;
    – Aproveitamos ainda para convocar toda a classe artística, movimentos e organizações sociais para a Assembleia Geral da Cultura, a ser realizada no próximo dia 14/4, às 17h30, no CCTA/UFPB, com o objetivo de discutir os rumos da política cultural da cidade.”

     

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