Aprovação de Temer cai para 4% e 92% dos brasileiros veem país no rumo errado

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A nova edição da pesquisa Barômetro Político, realizada pela consultoria Ipsos, mostra que 75% dos entrevistados classificaram como ruim ou péssimo o governo federal – e apenas 4% disseram ser um governo ótimo ou bom. É o pior índice desde que Michel Temer assumiu a Presidência, em maio de 2015. No último mês, de março, 62% achavam que o governo era ruim ou péssimo – e 6% achavam que era ótimo ou bom.

A aprovação pessoal a Temer também caiu – 10% dos entrevistados responderam “aprovo” à pergunta “Você aprova ou desaprova” a atuação de Temer, contra 17% no mês anterior – por outro lado, 87% responderam que desaprovam Temer, enquanto em março eram 78%.

Aumentou, também, a proporção de pessoas que acreditam que o Brasil esteja no rumo errado: 92% dos entrevistados – em março eram 90%.

A enquete, feita durante a primeira quinzena de abril nas cinco regiões do país, pediu que 1.200 pessoas opinassem sobre 27 personalidades do mundo político e jurídico.

Este foi justamente o período de debate mais intenso sobre as propostas de reforma trabalhista e da Previdência pretendidas pelo governo Temer. Também nesta época, começaram a ocorrer vazamentos relacionados às “delações do fim do mundo”, de executivos da Odebrecht, que implicaram dezenas de políticos dos principais partidos.

Em 12 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin abriu inquéritos envolvendo oito ministros, 24 senadores, 39 deputados e três governadores. Lula, Aécio e Alckmin são citados na lista e negam irregularidades.

A pesquisa foi realizada antes de depoimentos prestados pelo ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro ao juiz federal Sergio Moro, da Lava Jato, em que alega que Lula teria lhe pedido para que destruísse provas de propina paga ao PT.

Temer

Para Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs e responsável pela pesquisa, a brusca queda de popularidade de Temer – a maior entre os políticos -, se deve principalmente à pauta das reformas, que causa insegurança na população.

“Há um temor enorme de perda de direitos e existe percepção grande de que reformas beneficiam os mais ricos e o governo”, avalia.

“O brasileiro já se sentia desamparado por conta da instabilidade econômica e da crise moral do Brasil. Agora, pelas reformas, se sente inseguro em relação ao futuro.
Isso em um contexto em que Temer já tinha uma imagem desfavorável de político tradicional.”

A segunda maior queda de popularidade entre março e abril é do ex-presidente Lula, cuja aprovação vinha aumentando desde dezembro de 2016. O índice dos que aprovam Lula caiu de 38% a 34%, e 64% dos entrevistados dizem reprovar sua atuação – contra 59% em março.

Cersosimo lembra que Lula vinha em “campanha informal” para as eleições de 2018 por cidades do Nordeste, e sua popularidade tinha registrado aumento na última edição do Barômetro Político. Mesmo assim, não se diz surpreso com a queda.

“Se é verdade que Lula tem maior potencial eleitoral entre nomes conhecidos, ele também tem grande rejeição. O fato de as delações estarem cada vez mais presentes na mídia pode ter freado a tendência de melhoria de imagem dele”, afirma.

 

Da BBC Brasil

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