Após várias recusas, Calero salva Temer e aceita ser secretário de Cultura

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O atual secretário municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero, será o novo secretário nacional de Cultura.

Ele foi convidado na noite da última terça (17) e, em seguida, informou o prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre sua intenção de aceitar o cargo. Mais cedo, Calero teve encontro com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para anunciar sua decisão.

Nesta quarta (18), Calero está em Brasília para acertar os detalhes sobre a sua participação no governo. No início da tarde, ele foi ao Palácio Jaburu, em Brasília, para se encontrar com o presidente interino Michel Temer.

Calero assume em meio a uma revolta da classe artística contra a extinção do Ministério da Cultura e sua integração ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).

O convite a Calero representa um recuo na iniciativa de colocar uma mulher na chefia do órgão. Nos últimos dias o governo interino sondou diversas, mas foi recusado por todas.

Cinco mulheres disseram ter sido sondadas para o cargo e o recusaram: a antropóloga Cláudia Leitão, a consultora de projetos culturais e coordenadora de curso de pós-graduação da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Eliane Costa, a atriz Bruna Lombardi, a cantora Daniela Mercury e jornalista e apresentadora Marília Gabriela, que, mesmo sem receber convite oficial, declinou da possibilidade.

Diplomata de carreira, Marcelo Calero se aproximou da gestão de Eduardo Paes (PMDB-RJ), prefeito do Rio de Janeiro, quando presidiu o Comitê Rio 450, para organizar as comemorações pelo aniversário da capital carioca.

Calero estava há um ano na secretaria municipal de cultura do Rio, onde substituiu Sérgio Sá Leitão, um dos nomes que também chegou a ser cotado para o posto no MEC.

Advogado de formação, Marcelo Calero assumiu seu primeiro cargo público em 2005, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ele passou a se dedicar à diplomacia em 2007 e chegou a servir na embaixada do Brasil no México.

HISTÓRICO

Diante da polêmica em torno da extinção do Ministério da Cultura, o presidente interino Michel Temer estuda agora vincular as atribuições da pasta à Casa Civil e não mais ao Ministério da Educação.

A mudança daria mais status à área, porque o secretário poderia despachar diretamente com o presidente e ministros do Palácio do Planalto.

De acordo com aliados, Temer avalia que a alteração pode mitigar as fortes críticas feitas à extinção do ministério vindas principalmente de artistas, produtores culturais e intelectuais de todo o país.

Para o presidente interino, um recuo neste momento com a recriação do ministério passaria um sinal ruim à sociedade.

Senadores que estiveram com o peemedebista em reunião na manhã desta terça (17) contaram que Temer explicou a eles que fez apenas um enxugamento de gastos das pasta, com a redução de cargos comissionados, e que não pretende acabar com programas do ministério, como a lei Rouanet, e nem diminuir o orçamento da área.

Segundo os parlamentares, Temer fez o comentário quando o senador Fernando Collor (PTC-AL), contou que, quando foi presidente da República, uma das frentes de briga que abriu com setores da sociedade que mais deram trabalho a ele foi justamente com o setor cultural. O senador recomendou a Temer repensar a estratégia.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também tem pressionado Temer para que ele reveja a questão e apoie a recriação da pasta, que pode ser feita por uma emenda à Medida Provisória enviada ao Congresso na semana passada com a formação de seu novo ministério.

“Ontem [terça] eu propus ao presidente Michel recriar o Ministério da Cultura. Acho que ele é muito relevante para ser reduzido a uma questão contábil, orçamentária. Ele não vai quebrar o Brasil mas a sua extinção quebrará a nação porque colonizam sociedades. Isso não pode significar um retrocesso”, afirmou Renan.

Ele classificou a pasta como “fundamental e estratégica”.

 

Informações do site Folha de S.Paulo.

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