Após três anos de cenário de guerra, prefeito Cartaxo inaugura Praça 1817

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Após três anos de cenário de guerra, prefeito Cartaxo inaugura Praça 1817
Essa é a Praça 1817 e este cenário se perpetuou por quase três anos.

A revitalização da Praça 1817, entregue na manhã de hoje, faz parte do amplo pacote de intervenções no Centro Histórico realizado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. Na ocasião, também aconteceu o lançamento do edital para o financiamento de reforma e recuperação de imóveis privados localizados nas áreas de tombamento.

Durante a entrega da praça, o prefeito Luciano Cartaxo destacou que a obra representa o compromisso da gestão com o Centro Histórico. “Foi aqui que a cidade nasceu, onde surgiu nossa origem. Essa praça tem uma simbologia forte para a cidade e passou décadas abandonada. Agora estamos devolvendo à população um espaço de convivência e humanização”, disse.

Ele completou ressaltando as intervenções realizadas em outras áreas do Centro Histórico como a revitalização da Praça João Pessoa, Casa da Pólvora, a Praça da Pedra, a Praça da Independência, que hoje é um ponto de encontro para família. Até agosto, acontecerá ainda a entrega da revitalização da Galeria Augusto dos Anjos, o novo Parque da Lagoa e a requalificação da Avenida Getúlio Vargas, além da revitalização do Hotel Globo. “Nosso objetivo é transformar o Centro Histórico em um pólo turístico e econômico muito forte”, afirmou Cartaxo.

O aposentado Itamar Martins, 67 anos, tem saudosa lembrança da Praça 1817. “Na minha juventude, eu e meus amigos nos reuníamos aqui depois da escola para conversar e paquerar as mocinhas que passavam pela praça. Fiquei muito feliz com essa revitalização, pois me trouxe uma lembrança de um tempo muito bom”, contou emocionado.

No local foi feita a troca do piso contendo sinalização tátil para auxiliar pessoas cegas, construção de nova escadaria, rampas de acessibilidade, novos bancos, jardim e iluminação. Na lateral da praça, que fica na Rua Rodrigues de Aquino, foi feita a redefinição do traçado para estacionamento de veículos. Já na parte superior, da Rua Visconde de Pelotas, o ponto de táxi permanece.

Praça 1817 – A revitalização da praça integra a lista das 50 obras a serem entregues até o mês de aniversário da cidade, em agosto. A Praça 1817 tem grande valor histórico, pois ocupa o espaço onde ficava o antigo pátio da Igreja das Mercês. O local foi rebatizado em 1917 para marcar o centenário da Revolução de 1817, conhecida como Revolução Pernambucana, que contou com participação de paraibanos. A revolução resultou na destituição do governo partidário português e na proclamação da República.

O equipamento público fica entre as ruas Rodrigues de Aquino e Visconde de Pelotas, e está dividia em dois níveis: inferior e superior. O trecho é um dos principais pontos de referência do Centro da cidade, por onde passam milhares de pessoas todos os dias.

Edital – Ainda durante a solenidade, foi lançado o edital para o Financiamento de Reforma e Recuperação de Imóveis Privados do Centro Histórico, que é uma parceria da Prefeitura com o Ministério da Cultura. Com juros zero e seis meses de carência após a conclusão da obra, essa é a oportunidade para quem sonhava em reformar a sua residência.

 

O benefício não é destinado para aquisição ou reforma de prédios novos, ele atende apenas reforma de imóveis que estejam em área de tombamento federal ou no entorno. O investimento é de R$ 600 mil, com prazo de financiamento é de até 15 anos.

O prefeito Luciano Cartaxo ressaltou que esse edital também faz parte do compromisso com a região do Centro. “Ao mesmo tempo em que a prefeitura consegue recuperar os prédios e praças públicas históricas de João pessoa, também está dando a oportunidade para o cidadão realizar reformas em suas casas com juros zero. Quem ganha com isso é a cidade e a população”, disse.

A recuperação busca a adequação de imóveis de diversos usos ao seu propósito, resguardando, ao mesmo tempo, a integridade e seus valores culturais. Os interessados terão um prazo de 30 dias para apresentar a proposta. A Prefeitura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) analisarão o projeto arquitetônico, o cronograma e o orçamento da obra.

O financiamento pode ser solicitado tanto por pessoas físicas quanto jurídicas e podem incluir desde a recuperação de fachadas e coberturas, até a melhoria da estrutura, projetos de restauração, instalações elétricas e hidrosanitarias. Quem tiver renda mensal inferior a três salários mínimos poderá receber um adiantamento de 25% do orçamento total para cobrir os gastos do início do serviço. O valor das parcelas do financiamento não pode ultrapassar 20% da renda bruta familiar do proponente. Os custos das análises realizadas pelo banco serão pagos pelo IPHAN.

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