Após ser desclassificado, Thiago Pereira adia quebra de recorde de medalhas no Pan-Americano

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    Apesar do cansaço e das dores musculares, que resultaram na desistência de duas provas em Toronto (100m borboleta e 100m costas), Thiago Pereira tinha mais três chances para ultrapassar o recorde do ex-ginasta cubano Érick Lopez, atleta mais laureado da história dos Jogos Pan-Americanos, com 22 medalhas. A primeira delas, nos 400m medley, na noite desta quinta-feira, acabou sendo desperdiçada. O brasileiro dominou toda a disputa e chegou a ser apontado como vencedor, mas foi desclassificado pelos árbitros. Com a reviravolta, o ouro caiu nas mãos do também brasileiro Brandonn Almeida, de 18 anos, que havia terminado em segundo. Thiago, que soma 21 pódios no total, agora precisa ficar entre os três primeiros colocados nas duas provas que lhe restam (200m medley e 4x100m medley) para alcançar o feito histórico.

    De acordo com o juiz do Centro Aquático de Toronto, o nadador teria feito um movimento errado, tocando com apenas uma das mãos na virada do peito para o crawl, quando deveria tocar com as duas mãos simultaneamente. O brasileiro discordou da postura da arbitragem e descartou a possibilidade de que tenha cometido, de fato, algum erro. Ricardo Moura, supervisor técnico da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), entrou com uma contestação ao resultado, mas a comissão responsável por rever a prova negou a apelação e manteve o pódio oficial. Nas redes sociais, Thiago voltou a falar que não concordava com a decisão do juiz, mostrando uma foto que descartaria o suposto erro.

    “Não sei o que aconteceu. O Ricardo está lá brigando. Eles alegaram que eu virei com uma mão, fiz crawl. É quase impossível. Com uma mão só não tem jeito. Seu nado já está com as duas mãos na frente. Como vou puxar uma mão para trás e bater uma, a mecânica não deixa. Faço isso há 15 anos. Nunca poderia imaginar. A virada mais provável de acontecer esse erro é na de costas para peito. Mas virar com uma mão para o crawl… Agora, vamos ver se a gente vai conseguir reverter. Vamos ver o que a gente faz”, lamentou Thiago, antes de saber que a apelação foi negada.

    Na quarta-feira, Thiago havia se tornado o brasileiro com mais medalhas em Jogos Pan-Americanos. Ao conquistar o ouro no 4x200m livre e o bronze no 200m peito, ele chegou a 21 pódios, ultrapassando Gustavo Borges, que tem 19. A busca pelo tipo entre todos os países ficou para o último dia de disputas da natação, quando disputará os 200m medley e o 4x100m medley.

    “Ainda tem mais duas provas. Lógico que agora ficou mais apertado, é uma coisa que não vai poder dar erro”, lamentou o nadador medalhista olímpico.

    As informações são do Globo Esporte.

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