O deputado estadual Trocolli Júnior (PROS) criticou os comentários do tucano Bruno Cunha Lima (PSDB), sobre a contratação de Organização Social pelo Estado para ajudar a gerir as escolas estaduais. Para ele, as declarações de Bruno são equivocadas e irá debater com o parlamentar sobre o assunto e o convencerá do contrário.

“Eu vejo a declaração de Bruno, extremamente equivocada. Ele bem sabe que quem inventou codificado, não foi Ricardo Coutinho. O governador está nesse momento solidificando, ou seja, valorizando esses funcionários que não tem direito a nada. Eu irei entrar nesse debate com o deputado Bruno, é irei convencê-lo de que o governador está certo”, afirmou.

O tucano afirmou que o problema não é contratar OS, para ajudar na administração das escolas estaduais, mas sim que estava contratando, o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Cunha Lima até concorda com OS, mas mantém birra contra Ricardo

O novo líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) Bruno Cunha Lima (PSDB) até concordou que é favorável à decisão do Governo do Estado em contratar uma Organização Social (OS) para administrar a infraestrutura das escolas da rede estadual de ensino e dar suporte pedagógico aos professores. Porém, como todo oposicionista, teceu críticas. Não à proposta, apesar de confundir com o modelo atual da gestão pactuada do Hospital de Trauma de João Pessoa, mas contra o governador Ricardo Coutinho (PSB). As declarações foram dadas durante entrevista a uma rádio local.

Para ele, que advém de um partido que é recordista em privatizar e terceirizar serviços públicos, contratar OS até dá para aceitar, o problema é quem está fazendo, pois Ricardo é um caso perdido e defeituoso.

“Ricardo tem um empeno no chassi. Ele anuncia que entra para um lado e entra por outro. Ele dá a seta que vai entrar para a direita e entra pela esquerda. Ele é da tese do ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, desabafou.

Bruno ainda argumentou que a contratação da OS é uma terceirização. Porém, há de se lembrar que não é um modelo de gestão inovador da gestão de Ricardo Coutinho.

“O que Ricardo diz não se escreve. Eu não sou contra a terceirização. Essa é uma movimentação que acontece em todo o país. A Paraíba não seria diferente. O problema é que na última década inverteu-se a lógica de uma estatização de tudo, do inchaço da máquina pública, que o governo brasileiro tem que ser responsável por tudo, de cruzamento de formiga até atracamento de navio, o responsável é o poder público brasileiro. Não é assim. O poder público tem que ser responsável pelas diretrizes básicas da nossa sociedade, como Educação, Saúde e Segurança”, alegou.

Entre a proposta de contratação de OS para gerir a estrutura predial e suporte pedagógico das escolas e o modelo de gestão pactuada do Hospital de Trauma de João Pessoa, há uma diferença gritante. Enquanto a primeira pretende administrar problemas de infraestrutura e de manutenção física da Educação, sem alterar a gerência da direção e do corpo de professores, a segunda é responsável, em sua totalidade, por toda a oferta e administração do serviço. Algo que, aparentemente, Bruno não soube distinguir.

“O problema é que Ricardo subverte isso. Se a terceirização que esse governo faz funcionasse a contento, eu não seria contra. O problema é que nós temos uma prática de terceirização aqui na Paraíba e um péssimo exemplo é a terceirização da Saúde, através do Trauma de João Pessoa. Há muita discrepância de investimentos. Se a terceirização da Educação vier para trazer benefícios, será muito bem-vinda. Mas, entendendo que ao invés de terceirizar, o que o governo deveria era fazer concurso público. Precariedade se acaba no instante que o funcionário é concursado”, defendeu Cunha Lima.

E ainda contestou a história política do governador. “No meio disso tudo, o que é que custa Ricardo Vieira Coutinho receber os setores para discutir a proposta? Ele não discute! Ricardo teve uma formação sindical, Ricardo que foi o maior bravadeiro desse Estado, Ricardo que vivia na Assembleia reclamando que a lei de autonomia da UEPB era pouco. Hoje nem o pouco que foi aprovado ele cumpre”, afirmou.

 

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