Alhandra ignora crise e gasta mais de R$ 200 mil em cachês para festa na cidade

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Lembram da super festa de emancipação do Município de Alhandra? Os dados que a atual gestão não quis divulgar agora estão disponíveis no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres). Apenas com o pagamento de cachês para as atrações da festividade, o prefeito Renato Mendes (DEM) desembolçou dos cofres públicos R$ 212 mil.

Alhandra ignora crise e gasta mais de R$ 200 mil em cachês para festa na cidade

Quando decretou estado de emergência financeira e administrativa no dia 4 de janeiro de 2017, o prefeito de Alhandra, Renato Mendes (DEM), alegava ter encontrado o município com dívidas trabalhistas, salários atrasados e débito de fornecedores, mas aparentemente isso são águas passadas, já que poucos dias após término do decreto de emergência, a prefeitura realizará a festa dos 58 anos de emancipação política do Município.

O evento, que acontecerá no próximo final de semana, terá entre as atrações os cantores Gabriel Diniz e Marcia Fellipe, cujos cachês custam em média de R$ 85 mil a 90 mil, de acordo com levantamento divulgado em junho do ano passado pelo Jornal Diário de Pernambuco com base nos valores pagos aos artistas no São João do ano passado em Caruaru (clique aqui e saiba mais).

Em contato com o diretor de Eventos e Cultura do município, Ailton Júnior, a reportagem apurou que a Prefeitura de Alhandra ainda não tem uma estimativa de quanto o evento custará aos cofres públicos, mesmo faltando poucos dias para a realização da festa. “A gente ainda está avaliando, porque ainda falta fechar uns detalhes. Toda programação está sendo completamente finalizada até a quinta-feira (20), portanto o custo da festa será finalizado neste dia é tudo com aval do Tribunal de Contas da Paraíba”, disse.

Recentemente, o prefeito Renato Mendes teve seu nome envolvido na Operação Pão e Circo. Esquema que apontou desvio de R$ 62 milhões com festas em três cidades da Paraíba, Alhandra, Sapé e Solânea, e tinha o propósito específico de desviar, através de empresas “fantasmas”, verbas públicas e fraudas procedimentos de contratação de serviços para a realização de eventos festivos, incluindo contratos com bandas musicais.

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