Flash Mob conscientiza população sobre exploração sexual de crianças e adolescentes

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    Enfrente, proteja. Esse é o grito de luta da campanha “Exploração Sexual de Adolescentes e Jovens: faça um gol contra”, que realizou na tarde desta quinta-feira (6), um flash mob em um dos semáforos do Parque Sólon de Lucena (Lagoa), em João Pessoa. A intenção é conscientizar a sociedade contra o abuso e exploração de crianças e adolescentes e divulgação de mecanismos de denúncia, como os Disque 123 e 100. A ação, que também será feita em mais oito cidades paraibanas, é promovida pela Casa Pequeno Davi, Centro da Mulher 8 de Março, Concern Universal, Ministério Público do Trabalho, patrocinado pela Petrobras.

    De acordo com a coordenadora da campanha, Valéria Simões, a campanha foi lançada em junho deste ano, durante o período da Copa do Mundo, e que “a campanha tem caráter contínuo durante os próximos dois anos”. Os flash mobs, que são manifestações espontânea de pessoas em lugares para realizar alguma ação previamente combinada, também acontecerão nas cidades de Pitimbu (13 de novembro), Alhandra (13 de novembro), Cabdelo (17 de novembro), Lucena (17 de novembro), Bayeux (20 de novembro) e Santa Rita (24 de novembro), em locais com grande fluxo de pessoas.

    “Uma das motivações para a realização desses flash mob é que no mês de setembro  teve um aumento considerável de casos. A cada dois dias tínhamos denúncias de casos de abuso, que é uma das violências que combatemos”, afirmou Valéria. As ações da campanha se concentrarão em datas de grandes eventos, como os Jogos Escolares da Juventude, Carnaval e São João. “São ocasiões que trazem grande fluxo de pessoas na cidade. Por isso nós vamos estar nos sinais, nos locais públicos, hotéis e restaurantes, colando cartazes, com a sinalização da Lei Federal 11.577, de 2007, que diz que nos locais públicos deverão ser afixados um indicativo de que a exploração sexual de crianças e adolescentes é crime”, explicou.

    Para a representante da Casa dos Conselhos, Elaine Farias, a ação é necessária, pois “a população ainda está desinformada sobre os meios que podem estar contatando para denunciar, porque a divulgação ainda é muito incipiente”. Além disso, ela declara que “existem ações e eventos na área, mas se percebe que não se consegue chamar a população em si, apenas trabalhadores na área social” e que “a multiplicação ainda não está acontecendo. Não dá para ficar dentro das instituições, discutindo dentro dos Conselhos. Nós temos que ir pra rua mesmo”. E para denunciar casos de abuso e exploração sexual, há dois meios. “Temos o Disque 123, que é estadual e temos o Disque 100, que são serviços que você não precisa se identificar e pode fazer a denúncia, no qual os órgãos responsáveis serão acionados e irão apurar as denúncias”, disse Valéria.

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