Ex-auxiliar de Cássio decide concorrer à vaga de Rodrigo Janot na PGR

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O ex-corregedor geral do Ministério Público Federal (MPF), o procurador paraibano Eitel Santiago, está na lista dos procuradores que apresentaram sua candidatura para concorrer a chefia da Procuradoria Geral da República, cargo ocupado atualmente por Rodrigo Janot.

Eitel é pai do vereador Lucas de Brito e foi secretário de Segurança Pública da Paraíba na gestão do então governador Cássio Cunha Lima (PSDB).

Cinco procuradores já apresentaram candidatura para participar da disputa pela chefia da Procuradoria Geral da República.
O atual mandato do chefe do Ministério Público Federal termina em setembro e, se quiser, Janot, no segundo mandato, está apto a concorrer novamente.

As inscrições vão até esta quarta (24) e a eleição será organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Até a publicação deste texto, os candidatos eram:

– Nicolao Dino, vice-procurador-geral Eleitoral, que atua em nome do Ministério Público no Tribunal Superior eleitoral (TSE);
– Mario Bonsaglia, já concorreu na última disputa e recebeu 462 votos, ficando em segundo lugar (à época, Janot recebeu 799 votos);
– Carlos Frederico, principal opositor de Janot na última eleição e ficou de fora da lista tríplice;
– Franklin Rodrigues da Costa, outro subprocurador da República;
– Eitel Santiago, que já foi corregedor geral do Ministério Público Federal, entre 2005 e 2006.

Pelas regras atuais, não há impedimento legal para Rodrigo Janot concorrer a um terceiro mandato.

Internamente, procuradores entendem que a segunda recondução seria a melhor solução diante do número de investigações em andamento relacionadas principalmente à Lava Jato, incluindo uma sobre o presidente Michel Temer.

“Janot tem toda a legitimidade para decidir e ele tem todo o direito de decidir até o último momento”, afirmou ao Blog o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti.

A lista tríplice
A campanha na PGR começará em meio à maior crise política do governo Temer, iniciada após pedido de Janot para investigar o presidente da República pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e obstrução à Justiça.

Há previsão da realização de seis debates entre os candidatos. A eleição está prevista para junho.

O mais votado entre os 1,2 mil procuradores encabeçará a lista tríplice enviada ao presidente da República. Desde o governo do ex-presidente Lula, o primeiro colocado da lista tem sido escolhido para liderar o Ministério Público Federal.

Informações do G1.

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