Todos contra Ricardo? Falta combinar com os ‘russos’




mara_1Não é segredo para ninguém na Paraíba que o grande sonho de consumo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é se vingar do governador Ricardo Coutinho (PSB), após a derrota sofrida nas urnas em 2014. E para tentar alcançar o seu objetivo, o tucano parece disposto a tudo, inclusive se aliar ao seu adversário histórico: o senador José Maranhão (PMDB), o mesmo que lhe tirou do Palácio da Redenção em fevereiro de 2009.

A presença de Cássio no jantar de confraternização do PMDB paraibano foi apenas a publicitação do que já vem ocorrendo nos bastidores. Não é de hoje que o senador tucano tenta atrair políticos de tendências ideológicas (?) distintas para tentar derrubar o ‘Mago’. Isso ficou evidente bem nas eleições municipais deste ano, quando ele conseguiu emplacar o deputado Manoel Júnior (PMDB) – até então crítico feroz do prefeito de João Pessoa – como candidato a vice de Luciano Cartaxo (PSD).

A propósito, a estratégia de Cássio não foi gestada em 2016. Ela começou lá atrás, quando ele – via o deputado Rômulo Gouveia (PSD) – convenceu Cartaxo a deixar o PT e se filiar a uma legenda com perfil mais à direita, como é o caso do PSD.

Cássio tem a exata dimensão do cacife eleitoral conquistado por Ricardo e sabe que a oposição só tem alguma chance de vitória em 2018 se conseguir juntar todos contra o ‘Mago’. Agora, parafraseando Garrincha, falta só combinar tudo com os ‘russos’, ou melhor, com o povo.

Diz a lenda…

Em 1958, a União Soviética era favorita a vencer a Copa do Mundo. A lenda diz que, na preparação para a partida, o treinador brasileiro Vicente Feola havia traçado uma jogada muito complicada mostrando como o time marcaria seus gols.

O jogador brasileiro A passaria a bola para o jogador B, que driblaria o defensor soviético 1. O jogador B, iria, então, passar a bola para o jogador C, que passaria pelo jogador soviético 2, pegando-o despercebido.

O jogador C, depois, driblaria os soviéticos 3, 4 e 5, os quais não conseguiriam pará-lo. Ele finalmente cruzaria para o jogador D, que cabecearia entre no gol entre os soviéticos 6 – 11. Garrincha, cuja a carreira fora marcada por sua indisciplina, escutou tudo isso e depois perguntou (essencialmente): “Tá legal, seu Feola… mas o senhor já combinou tudo isso com os russos?”

Rápidas & Diretas

– O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo não gostou nada da presença de Cássio no jantar de confraternização do PMDB.

– Enquanto Maranhão tenta levar o PMDB para os braços de Cássio, o senador Raimundo Lira ganha mais musculatura dentro da legenda em nível nacional.

– Nunca é demais lembrar que nas eleições deste ano em João Pessoa, Lira abriu dissidência no PMDB e não apoiou o projeto de reeleição do prefeito Luciano Cartaxo.

– Aos 41 anos de idade, o engenheiro Marcus Vinícius Neves está deixando a presidência da Cagepa para assumir a Superintendência Regional da Caixa Econômica. Será o mais jovem superintendente do Brasil.

– Um auxiliar da prefeita eleita do Conde, Márcia Lucena, esteve no DER solicitando apoio do órgão para fazer uma ‘faxina’ na cidade a partir dos primeiros dias de janeiro.

– Márcia está herdando da prefeita Tatiana Correia uma cidade tomada pelo lixo e terá muito trabalho pela frente.

A pergunta que não quer calar…

Adversárias do PSDB em seus respectivas redutos eleitorais, as família Paulino (Guarabira) e Motta (Patos) estão aprovando o ‘namoro’ entre Cássio e Maranhão?

 

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Fábio C. Bernardo é radialista e jornalista graduado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Iniciou a carreira em 1995 no Jornal A União, onde foi repórter e editor setorial. Em 1998, ingressou no Jornal Correio da Paraíba e atuou como editor-adjunto de Esportes e de Política, além de assinar a coluna Informe. Trabalhou nas rádios CBN, Correio, Sanhauá e O Norte, e fundou o potal de notícias www.paraibaja.com.br