Política de Cássio é a da compra de aliados e de votos, dispara petista




Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra é uma frase bem  popular, que casa com a opinião do pré-candidato do PT a prefeito de João Pessoa, Charliton Machado, ao falar sobre o posicionamento do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), contra a presidente Dilma Rousseff (PT), em entrevista ao Paraíba Já. Para ele, o senador tucano faz críticas a situações que ele conhece bem pelo modo como faz politica e por já ter passado por momento parecidos.

“Os julgamentos que ele faz do momento político atual, ele sabe os limites disso, pois já passou por isso também. Da forma como fez política ao longo de uma vida. A politica de Cássio sempre foi meio de curral, compra de votos e de compra de aliados. Ele tem uma tradição na família, de fazer politica com essa estrutura conservadora, tradicional, que é a que vem sendo banida do meio político”, criticou.

Com um discurso contraditório em relação a conjuntura politica nacional, na opinião de Charliton, Cássio não tem a mesma intensidade nas críticas a nomes como o de Eduardo Cunha e de Aécio Neves.

“Em relação a presidente Dilma, como ele se coloca e se impõe, como uma figura adversária e por muitas vezes agressiva, me parece desproporcional a realidade, porque o mesmo discurso que é utiliza para sim impor ao nome da presidente Dilma e ao mandato dela, não é o mesmo que ele está tendo em relação a Eduardo Cunha, não é mesmo que ele está tendo com o coordenador da campanha de Aécio, que hoje é réu, que é o caso do senador João Agripino. Não é a mesma que se está tendo em relação as diversas citações na operação Lava Jato de Aécio Neves e do próprio Cássio agora”, relatou.

Para Charliton, os Cunha Lima tem um modelo de política, seguindo por Cássio, que costuma querer chegar ao poder da maneira mais rápida e fácil.

“O PSDB como modelo politico, e Cássio que simboliza esse modelo, é um grupo hoje que não tem projeto de país. Se envolve muito mais com a vontade de chegar ao poder, de forma rápida e muito mais fácil, do que seria pelo voto direto do povo brasileiro e as únicas formas, para que isso aconteça, seria golpeando um mandato eleito. Dilma não tem nada contra ela, não há uma única acusação no curso do seu mandato até hoje”, explicou.

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