Caso Lagoa: Auxiliar de Cartaxo crê que PF redime PMJP mesmo com inquéritos

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Apesar da Polícia Federal (PF) ter constatado e relatado no inquérito que “houve erro no método utilizado e acatado pela Prefeitura de João Pessoa” no cálculo da obra da Lagoa, o secretário de Infraestrutura da Capital, Cássio Andrade, defende que as 200 mil toneladas de lixo foram retirados do local.

Em entrevista nesta quarta-feira (13) a uma emissora de rádio local, Cássio disse que a Polícia Federal atestou a retirada de 118 metros cúbicos. “Isto está lá no relatório. É só ler. Estou à disposição da investigação. A CGU (Controladoria Geral da União) já o primeiro relatório e a Polícia Federal o laudo dela. Não vejo o que uma CPI vai fazer mais do que a PF está fazendo. Não sei o que a CPI vai acrescentar em algo. Quem mais quer colaborar sou eu”, defendeu.

Cássio esqueceu de dizer que o laudo da PF aponta para uma retirada de solo mole dentro da Lagoa 50% menor. Além do acréscimo do dobro da quantidade, ainda foi acrescentado mais 25% do tamanho desse montante comparado ao que de fato foi retirado originalmente.

“Quem me conhece sabe da minha conduta e que não pratico nenhum ilícito nem mandei ninguém praticar. Não tenho o menor medo de investigação. Tenho a consciência tranquila e durmo todo dia com a cabeça no travesseiro”, salientou.

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Apesar de toda a segurança demonstrada pelo secretário, é outra coisa que mostra o  laudo 103/2017, produzido pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional da Polícia Federal na Paraíba, que integra a documentação do inquérito criminal 152/2016, que investiga desvio de recursos públicos na execução da obra.

De acordo com os peritos, tal procedimento causou dano ao erário público, pois entendem que “houve erro no método utilizado e acatado pela Prefeitura de João Pessoa”. A empresa responsável por esta etapa da obra é a Compecc.

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Para a PF, após apreciar os boletins de medição e explicações da PMJP, foram retiradas 90.059,91³ de solo mole da Lagoa. Mas, para se chegar aos 225.149,77³ (as mais de 200 mil toneladas de lixo), teria que multiplicar por dois o que foi retirado do Parque e acrescentar mais 25% do aumento do volume da lama, chamado na engenharia de empolamento. Esse processo acontece enquanto o solo mole seca.

O relatório da Controladoria Geral da União (CGU) apontou que apenas na etapa de desassoreamento e transporte do resíduo sólido retirados da Lagoa custou um prejuízo de R$ 5.971.568,90 (cinco milhões, novecentos e setenta e um mil, quinhentos e sessenta e oito reais e noventa centavos).

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